sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Novo livro - Lançamento em breve!

 


      Em breve mais um lançamento! Mínimo Fôlego reúne poemas, aforismos e pensamentos. São textos curtos e sintéticos que dialogam com o momento em que vivemos - momento de contenções e palavras asfixiadas.  

terça-feira, 19 de maio de 2020

Publicação - Marco Lucchesi: Estética do interdisciplinar

      


O livro Marco Lucchesi - Estética do Interdisciplinar, organizado pela Profa. Ana Maria H. Baptista (Universidade Nove de Julho), reúne ensaios em homenagem ao escritor Marco Lucchesi (atual presidente da Academia Brasileira de Letras). Faço parte desta obra com um ensaio.

O livro está disponível para aquisição no site da Editora Patuá, no link a seguir:


Referência:

BAPTISTA, Ana Maria H. (Org.) Marco Lucchesi - Estética do Interdisciplinar. São Paulo: Ed. Patuá, 2020.

Capítulo publicado: 

DA ROLT, Clóvis. Um enxame de palavras no coração: Marco Lucchesi e a aventura da escrita.




quinta-feira, 14 de maio de 2020

Publicação - Notícia da atual literatura brasileira





     Já está em pré-venda, com lançamento previsto para junho/20, o livro Notícia da atual literatura brasileira: entrevistas. A obra consiste numa coletânea de entrevistas realizadas com 81 escritores contemporâneos e será publicada pela Editora Cousa, de Vitória-ES. O livro está disponível no link a seguir:



Organizado por Vitor Cei (UFES), André Tessaro Pelinser (UFRN), Letícia Malloy (Unifal-MG) e Andréia Delmaschio (IFES), o livro conta com Apresentação de Rita Olivieri-Godet (Université Rennes 2) e Prefácio de Fabíola Padilha (UFES).

Autores entrevistados: Ada Lima, Adilson Vilaça, Alberto Lins Caldas, Alberto Pucheu, Aline Bei, Aline Dias, Aline Prúcoli de Souza, Amarildo Joao Espíndola, Ana Martins Marques, Anaximandro Amorim, Andréia Delmaschio, Andressa Zoi Nathanailidis, Antônio Cândido da Silva, Antônio Torres, Bernadette Lyra, Cae Guimaraes, Carola Saavedra, Casé Lontra Marques, Cesar Carvalho, Chacal, Clóvis Da Rolt, Daniel Munduruku, Dau Bastos, David Rocha, Diva Cunha, Eduardo Martins, Elizeu Braga, Ely Macuxi, Erlon José Paschoal, Evando Nascimento, Everton Almeida Barbosa, Fabio Daflon, Gustavo Bernardo Krause, Gustavo Felicíssimo, Hélio Rocha, Herbert Farias, Hudson Ribeiro, Jacques Fux, Jarid Arraes, Joanim Pepperoni, João Almino, João Claudio Arendt, Johann Heyss, Jorge Elias Neto, Jorge Nascimento, Keila Mara Araújo Maciel, Larissa Gotti Pissinatti, Marcus Vinicius de Freitas, Maria Amélia Dalvi, Mariana Lage, Marília Carreiro Fernandes, Marina Moura, Miguel Nenevé, Mônica de Aquino, Natalia Borges Polesso, Nelson Martinelli, Nilza Menezes, Pádua Fernandes, Pâmela Filipini, Paulo Caetano, Paulo Roberto Sodré, Rafael Iotti, Raimundo Carvalho, Ravel Paz, Reinaldo Santos Neves, Renato Gomez, Renato Noguera, Ricardo Lísias, Rodrigo Caldeira, Ronald Augusto, Rosivan dos Santos, Rubens Vaz Cavalcante, Saulo Ribeiro, Sérgio Blank, Sueli Bispo, Vanessa Prieto, Vicente Franz Cecim, W. B. Lemos, Wilberth Salgueiro, Wilson Coelho e Wladimir Cazé.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Publicação - Educação e Linguagens: da multiplicidade dos conceitos



     Foi publicada em abril de 2020 a coletânea de ensaios Educação e Linguagens: da multiplicidade dos conceitos, da qual sou um dos integrantes. O livro reúne ensaios em que a tônica reside na reflexão sobre os campos conceituais que incidem sobre a educação.

Referência:

BAPTISTA, Ana Maria H.; HUMMES, Júlia Maria; DAL BELLO, Márcia Pessoa; NAVAS, Diana. (Orgs.) Educação e Linguagens: da multiplicidade dos conceitos. São Paulo: BT Acadêmica, 2020.

Capítulo publicado: 

DA ROLT, Clóvis. Dos aprendizados no deserto: a experiência mística e as travessias da interioridade.

O livro está disponível para aquisição no link:


Resenha publicada sobre o livro "O martírio da santa feia"




Foi publicada na Revista Interações Sociais (FURG) uma resenha do meu livro "O martírio da santa feia: uma leitura sobre a rejeição ao monumento de Nossa Senhora de Caravaggio, em Farroupilha-RS." A resenha é de autoria do Prof. Dr. José Rogério Lopes, professor e pesquisador do PPG em Ciências Sociais da Unisinos. 

A resenha está disponível no link:

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Onde encontrar?



 

Os livros "O martírio da santa feia" e "Um arpão entre duas bocas" podem ser adquiridos nas seguintes livrarias:

Em Bento Gonçalves/RS:
- Livraria Dom Quixote
- Livraria Aquarela

Em Caxias do Sul/RS:
- Livraria Do Arco da Velha

Além das livrarias físicas, os livros também podem ser adquiridos diretamente comigo, através do e-mail: cdarolt@hotmail.com





Divulgação no Jornal Pioneiro de Caxias do Sul



O livro O martírio da santa feia; uma leitura sobre a rejeição ao monumento de Nossa Senhora de Caravaggio, em Farroupilha-RS é destaque no Jornal Pioneiro de Caxias do Sul - edição de 23/12/2019. A matéria completa pode ser acessada no link:  

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Lançamento! O MARTÍRIO DA SANTA FEIA - Uma leitura sobre a rejeição ao monumento de Nossa Senhora de Caravaggio, em Farroupilha-RS



     Já está disponível para aquisição, no site da Editora CRV, meu livro O MARTÍRIO DA SANTA FEIA - Uma leitura sobre a rejeição ao monumento de Nossa Senhora de Caravaggio, em Farroupilha-RS.

       O livro resulta de um projeto de pesquisa desenvolvido ao longo de quatro anos junto à UNIPAMPA. Trata-se de uma abordagem antropológica acerca da rejeição sofrida por um monumento religioso na cidade de Farroupilha-RS. Após sua instalação, em 2008, o monumento gerou controvérsias acerca da aparência da imagem de Nossa Senhora, que foi considerada feia por seus próprios fiéis. O episódio gerou uma celeuma que se desdobrou por cerca de dez anos, até a instalação de um novo monumento em substituição ao que fora rejeitado. A partir da perspectiva dos estudos do imaginário, o livro tenta entender a dinâmica devocional em torno da figura de Nossa Senhora de Caravaggio na serra gaúcha e suas ligações com o imaginário da imigração italiana na região, bem como as motivações que suscitaram a rejeição.  

Link da editora para aquisição:


quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Um arpão entre duas bocas - Lançamento na Feira do Livro de Jaguarão-RS






     Lançamento e sessão de autógrafos do livro Um arpão entre duas bocas na Feira do Livro de Jaguarão-RS, dia 23/11/19. Meu agradecimento à Profa. Ana Boessio pelo acompanhamento durante a Feira.

sábado, 26 de outubro de 2019

Um arpão entre duas bocas - sessão de autógrafos na Unipampa






     Em comemoração ao Dia Nacional do Livro (29/10/19), a biblioteca da Unipampa - Câmpus Jaguarão elaborou uma programação especial que contou com uma sessão de autógrafos do meu livro de poemas Um arpão entre duas bocas.



sábado, 19 de outubro de 2019

Um arpão entre duas bocas - sessão de autógrafos em Jaguarão/RS




     Lançamento do livro Um arpão entre duas bocas na Biblioteca Pública de Jaguarão-RS, dia 23/10/19. Meu agradecimento à Biblioteca Pública, ao LALLI (Laboratório de Literatura e outras Linguagens - UNIPAMPA), à Profa. Ana Boessio e à artista plástica Sabina Sebasti (que fez os belos desenhos que compõem o livro). 

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Lançamento em breve!




     Em breve! Lançamento, divulgação e comercialização do meu livro "O martírio da santa feia: uma leitura sobre a rejeição ao monumento de Nossa Senhora de Caravaggio, em Farroupilha-RS". O livro sairá pela editora CRV e resulta de uma pesquisa desenvolvida ao longo de quatro anos junto à Universidade Federal do Pampa - UNIPAMPA.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Semana Acadêmica de Letras - Unipampa




     No dia 26/08/2019, participei da VII Semana Acadêmica de Letras da Unipampa - Câmpus Jaguarão. Na oportunidade, através da palestra "Poesia: um relato íntimo", pude conversar com alunos acerca de alguns aspectos da criação poética.

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Lançamento em breve!




     Em breve lançamento, divulgação e comercialização do meu mais recente trabalho em poesia, o livro Um arpão entre duas bocas. A obra sairá pela editora Chiado Books.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Publicação - Educação, Culturas, Artes e Tecnologias





     Foi publicada recentemente uma coletânea de textos reunidos no livro Educação, Culturas, Artes e Tecnologias, do qual participo com um ensaio. Os ensaios que compõem o livro versam sobre temáticas interdisciplinares que acomodam olhares de diferentes pesquisadores sobre o tema da formação e suas interfaces com a arte e a tecnologia.

Referência:

BAPTISTA, Ana Maria H; HUMMES, Júlia Maria; DAL BELLO, Márcia Pessoa. Educação, Culturas, Artes e Tecnologias. São Paulo: BT Acadêmica/Montenegro: Fundarte, 2019.

Capítulo publicado: 

DA ROLT, Clóvis. Herdeiros de nós mesmos: educação e formação frente aos labirintos da tecnologia.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Entrevista





     Foi publicada na Revista Dialogia (Universidade Nove de Julho - São Paulo), uma entrevista em que comento algumas questões relativas à leitura e à literatura.
A entrevista na íntegra pode ser conferida no link a seguir:

http://periodicos.uninove.br/index.php?journal=dialogia&page=article&op=view&path%5B%5D=10480&path%5B%5D=5225


segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Lançamento




        Mal de Amor, o mais recente livro de poemas de Marco Lucchesi (Presidente da Academia Brasileira de Letras), foi lançado em São Paulo no dia 14/11/18. Tive o prazer de escrever a orelha do livro.

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Emil Cioran diz que “todo comentário de uma obra é insuficiente ou inútil, pois tudo que não é direto é nulo.” O erro, segundo ele, é ver tudo a partir do exterior, criar sistemas para o inexprimível, fazer o inventário das visões alheias. Apesar disso, um inimigo dentro de mim estimula a autossabotagem. Encorajo-me no comentário. E o faço com a ciência de que a poesia, como qualquer obra artística, não possui sinônimos, nada que lhe equivalha ou sirva de suplemento. Uma obra verdadeiramente artística jamais admite um intérprete que a transforme em outra coisa. Se for sincera e necessária, repelirá todas as justificações por julgá-las tão incômodas quanto ler com os óculos inadequados.  
Em Mal de Amor, Marco Lucchesi incursiona pelo território de Eros, um dos andaimes a partir do quais a condição humana pode ser entendida e significada. Trata-se de um conjunto de poemas breves – meditações de um chacal que grita entre as ruínas –, cuja unidade é dada por uma pulsação erótica, uma vibração arterial que deixa todos os sentidos eretos. Poemas apresentados com velaturas e demãos de sutileza que precisam ser removidas como o lençol – sanguíneo – que envolve o corpo desejado: corpo que Cesare Pavese diz que se denuda não apenas para o outro, mas para si próprio.
A atmosfera poética concebida por Lucchesi é úmida, irrigada. Cenário no qual movimentam-se “águas esquivas na superfície da pele”. As menções ao mar, à praia, à chuva, à correnteza, à maresia, às ondas e ao amante náufrago situam o erotismo no campo de uma significação orgânica e permeável à natureza. O amor vaza, espalha-se, toma qualquer forma. Os amantes são como criaturas que já se conheciam desde a aurora do mundo, quando ainda serpenteavam feito enguias furtivas no profundo e aquoso abismo das origens.
A esta atmosfera líquida unem-se referências ao tempo e suas confabulações. Tempo que incide sobre o erotismo mediante uma gama imagética ativada por estrelas, a lua, a madrugada, a tarde, as órbitas, a noite, o sol, as horas. Os amantes agora vivem no tempo: fratura exposta. Sabem de suas vicissitudes e caprichos. Sabem que durar é perseverar, pois de todos os sentimentos o amor é o que mais intimamente conhece os perigos da inanição.  
O amor é uma constante na poesia. Mais do que isso: é um constructo da história, da cultura, da vida. Isso explica por que, ao longo do tempo e mediante diversas entonações, uma multidão de espíritos inquietos nele submergiu: Platão, Ovídio, Soren Kierkegaard, Georg Simmel, Florbela Espanca, Erich Fromm. Não cessamos nunca de pensá-lo, cantá-lo, reverenciá-lo. Talvez porque o amor seja a forma pela qual, como diz Ortega y Gasset, realizamos uma tentativa de transmigração que nos leva para além de nós mesmos. Mario Quintana foi certeiro quando disse que amar é mudar a alma de casa. O amante é um foragido, desertor em agonia, criatura flutuante que almeja lançar sua âncora em águas alheias.
Mal de Amor é o canto renovado de um tema inesgotável. Nos poemas aqui reunidos, o poeta-argonauta nos convida a uma travessia permeada por oscilações, perigos e desafios. Porque sabe que os mares do amor são povoados por Adamastores. Porque admite que tudo no amor é tenso, limítrofe, fugaz como uma floração: “Foge da noite a tarde ensolarada. E se desmancha / num clamor intranscendente. O ocaso é uma / nódoa vermelha, no lençol de nossa diáspora.” Eis aqui a melancolia de um adeus, o levante dos corpos outrora friccionados mas que já não se reconhecem. Dentro de si o amor guarda a ameaça de um contragolpe.
Para quem aceitar a travessia proposta, o poeta oferece uma carta. Suas exigências não são poucas: portar “um destemido canto de beleza”; ouvir o “sussurro das sombras”; levar consigo “um enxame de palavras no coração”; estar ciente de que “a correnteza não perdoa indecisões”. Por tudo isso, Mal de Amor é um teste de resistência e perseverança. É a declaração, com notas trágicas, de quem interpela o mais fundamental dos sentimentos sem desconsiderar o ardil de seus alçapões ocultos. Mas é também um clamor de superação. Exercício de ruptura. Ímpeto de violação. Pois o amor é a única medida possível para determinar com que grau de intensidade a vida de cada um de nós se ergue para além dos limites e das contingências. A vida na qual o amor se realizou é, sem dúvida, uma vida justificada.

Clóvis Da Rolt
Jaguarão-RS, 13/09/18

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Publicação - Poéticas do Ensaio














     Lançamento do livro Poéticas do Ensaio, na Academia Paulista de Letras - São Paulo-SP, em 27/09/2018. O livro Poéticas do Ensaio reúne textos de autores que refletem sobre o fenômeno poético em suas interfaces com outras produções da cultura. 

Referência:

LUCCHESI, Marco; BAPTISTA, Ana Maria H. Poéticas do ensaio. São Paulo: Pasavento, 2018.

Capítulo publicado: 

DA ROLT, Clóvis. O monge verde na procissão do bosque.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Convite - Lançamento de coletânea




Referência:

LUCCHESI, Marco; BAPTISTA, Ana Maria H. (Orgs.) Poéticas do Ensaio. São Paulo: Pasavento, 2018.

Capítulo publicado: 

DA ROLT, Clóvis. O monge verde na procissão do bosque.




Publicação - Educação & O belo e o sublime





     Foi publicada recentemente a coletânea de ensaios Educação & O belo e o sublime, da qual participo com um ensaio sobre ensino de arte. Os textos reunidos na coletânea abordam temáticas relativas à beleza e suas metamorfoses frente às diversas linguagens da arte.

Referência:

BAPTISTA, Ana Maria H. et al. (Orgs.) Educação & O belo e o sublime. São Paulo: BT Acadêmica, 2017

Capítulo publicado: 

DA ROLT, Clóvis. As evocações do inútil no ensino de arte.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Entrevista ao projeto "Notícia da atual literatura brasileira"

    Entrevista ao projeto "Notícia da atual literatura brasileira: entrevistas", concedida aos professores André Tessaro Pelinser (UFRN) e Letícia Malloy (UERN).

     Clóvis Da Rolt, poeta gaúcho, tem se destacado no cenário da literatura brasileira contemporânea. Em entrevista concedida a membros do projeto de extensão “Notícia da atual literatura brasileira: entrevistas”, que consiste em mapeamento da literatura brasileira do início do século XXI a partir da perspectiva dos próprios escritores, o poeta discorre sobre seu processo de escrita criativa, avalia a recepção de sua obra e reflete tanto sobre aspectos relativos à literatura brasileira quanto sobre o quadro político e cultural dos últimos anos e as respostas éticas por ele demandadas.

Acesso no link:

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Divulgação - A orientação das serpentes




     O livro A orientação das serpentes é destaque na Revista Filosofia nº 130 (Setembro/2017). A resenha é de autoria da Profa. Ana Haddad Baptista, da Universidade Nove de Julho.


quarta-feira, 25 de maio de 2016

A orientação das serpentes








     O livro "A orientação das serpentes" foi publicado em 2016 pela Editora Modelo de Nuvem, de Porto Alegre. Composto por cinquenta e quatro poemas, o livro tem o seu ponto de enunciação na paisagem e na atmosfera estética e social do pampa gaúcho.


Fecho a casa, 
procuro sintaxes,
antecipo a noite que não me contém.
Localizo ausências para sobreviver
ao panegírico diário das banalidades,
aos seus arames farpados
e múmias condecoradas.
Profissões de fé já não convencem.
Este é um tempo em que abutres
pairam sobre o mundo,
escandalosamente desejosos
de nossa carne desumana.



“Clóvis, de antemão, descarta a estética de certa tradição reducionista que insiste na ideia do pampa como cenário antropomorfizado de supostas conquistas guerreiras ou de batalhas heroicas.”
Marco de Menezes, poeta e editor da Editora Modelo de Nuvem

"O novo livro de Clóvis tem o clamor honesto de quem, tendo que abrir mão do seu mundo familiar – o vale –, mergulha no mar da terra e se conecta a uma nova ancestralidade – o pampa.”
João Claudio Arendt, poeta e professor da Universidade de Caxias do Sul (UCS)

"Há textos que podem, de fato, intensificar o que há de mais extraordinário em se tratando de literatura. A orientação das serpentes, Clóvis Da Rolt, editora Modelo de Nuvem, é uma obra que se revela como reserva poética (como diria Yorgos Seferis). Uma voz que soa, ressoa e salta em todas as direções pela solidão irreparável dos pampas gaúchos. Ao lermos os poemas sentimos, de saída, os ecos de um inconformismo frente a um mundo condenado. Dilacerado. Pleno de Narcisos e seus filhotes (sempre multiplicados)."
Ana Maria Haddad Baptista, professora e pesquisadora da Universidade Nove de Julho (UNINOVE).



16/09/2016 - Reunião do Grupo Neblina, em Bento Gonçalves, durante a 31ª Feira do Livro. O encontro aconteceu no auditório do SESC e marcou os 10 anos de publicação do livro Calendário - Antologia poética do Grupo Neblina. Na ocasião, os integrantes do Grupo falaram de suas trajetórias, do processo de formação do Grupo e dos seus projetos para novas publicações. O livro A orientação das serpentes também esteve na pauta.



                      16/09/2016 - Em Bento Gonçalves, encontro do Grupo Neblina.


                     16/09/2016 - Em Bento Gonçalves, encontro do Grupo Neblina.


                   16/09/2016 - Em Bento Gonçalves, encontro do Grupo Neblina.




26/04/2016 - Lançamento do livro A orientação das serpentes em Jaguarão-RS, 
na Biblioteca Pública Municipal. Participação do Prof. Gustavo Rückert, da UFPel.


26/04/2016 - Com alunos do Grupo PET - Produção e Política Cultural da Unipampa.


29/04/2016 - Lançamento do livro A orientação das serpentes em Bento Gonçalves-RS, na Fundação Casa das Artes. Participação do Prof. Douglas Ceccagno, da Universide de Caxias do Sul.


29/04/2016 - Lançamento em Bento Gonçalves-RS


29/04/2016 - Lançamento em Bento Gonçalves-RS


29/04/2016 - Lançamento em Bento Gonçalves-RS


29/04/2016 - Lançamento em Bento Gonçalves-RS


29/04/2016 - Lançamento em Bento Gonçalves-RS


29/04/2016 - Lançamento em Bento Gonçalves-RS


29/04/2016 - Lançamento em Bento Gonçalves-RS








sexta-feira, 15 de abril de 2016

Universo






     "Universo", publicação de 2014é um trabalho experimental do ponto de vista formal. Agônico, instável e errante, feito um equilibrista na corda bamba, o livro propõe ao leitor uma nova maneira de encarar o verso, sua estrutura e sua dinâmica de leitura. São quarenta páginas em que um único verso, ao centro, se desdobra num ritmo de leitura que vai desfiando o olhar e as interpretações do leitor. 
     O livro funciona como um modo de expiação das questões internas do autor, especialmente no que se refere à sua mudança da serra para o pampa gaúcho, de Bento Gonçalves para Jaguarão. Na linha persistente que o verso desenha ao centro das páginas, no seu grito existencial, está anunciado o horizonte do pampa.

"Me delicio com a leitura deste belo texto. A produção gráfica da obra, que consegue a façanha de misturar simplicidade, elegância e criatividade, é do próprio artista. Como se não bastasse, dialoga perfeitamente com o poema da obra. Sim, o poema! No singular mesmo! Fui surpreendido por um livro de um único poema, composto igualmente por um único verso. Álvaro de Campos que me perdoe, mas este é o verdadeiro poema em linha reta. Percorre as 40 páginas um único verso, como se fosse uma espinha dorsal a moldar com suas palavras o branco das páginas em uma infinidade de sentidos. Do “signo entalhado (...) na insônia da linguagem” ao “guardião das coisas que não têm nome”, do “alfabeto do barro” à “cápsula do agora”, o universo inteiro cabe neste uni.verso de Clóvis. Há quem pense que o bom poema é aquele que, em sua leitura, tem determinados sentidos atribuídos pelo leitor. Mas há os que acreditam que o bom poema é aquele que dá sentido ao seu leitor. Eu fico com os últimos. Agradeço ao Clóvis por compartilhar um pouco desse seu universo, que nos inquieta e nos intriga ao passo que nos lê e nos significa. Deixo aqui meu convite para que todos mergulhem nas páginas a serem moldadas por essa coluna inquieta e errante."
Gustavo Henrique Rückert, poeta e professor da Universidade Federal do Pampa (Unipampa)

Calendário - Antologia poética do Grupo Neblina





     O livro Calendário - Antologia poética do Grupo Neblina, publicado em 2006 marca o encontro dos poetas Clóvis Da Rolt, Douglas Ceccagno, João Claudio Arendt e Marli Tasca. O Grupo foi formado em 2004 com a perspectiva de propiciar uma interlocução entre os quatro poetas. Deste encontro surgiu uma coletânea com vinte poemas de cada autor. Tínhamos, naquele momento, uma necessidade muito grande de interlocução, de debater poesia, partilhar leituras e interesses literários. A neblina, que acabou batizando o grupo, faz referência à estética da serra gaúcha em época de inverno (e foram muitas as noites de frio em que nos reunimos) e à própria condição significativa da poesia: mover-se em meio à neblina é como ler um poema sem saber o que está por vir. 


Não busques no poema
o que só pode ser oferecido pelas pedras
ou por algum santo estigmata

Nada confesses ao poema:
ele não tem ouvidos
não exercita a redenção
não pode ser atraído
pelos benefícios econômicos dos crematórios

Deixa o poema cumprir seu ofício:
tornar-se tronco aos líquens
terra a cobrir raízes velhas.



"Clóvis tem o dom aforístico, de sintetizar em uma imagem as contradições da rua. É telúrico na medula, cobrindo um estado de observação ingênua (e, portanto, violenta), de rompantes imaginários e pessoais. Está e não está no poema, como um observador discreto, desaparecido na paisagem. Fica entre os carros, porque não se ajusta à urgência das calçadas."
Fabrício Carpinejar, poeta