No dia 26/08/2019, participei da VII Semana Acadêmica de Letras da Unipampa - Câmpus Jaguarão. Na oportunidade, através da palestra "Poesia: um relato íntimo", pude conversar com alunos acerca de alguns aspectos da criação poética.
terça-feira, 27 de agosto de 2019
sexta-feira, 26 de julho de 2019
Lançamento em breve!
Em breve lançamento, divulgação e comercialização do meu mais recente trabalho em poesia, o livro Um arpão entre duas bocas. A obra sairá pela editora Chiado Books.
sábado, 9 de fevereiro de 2019
Publicação - Educação, Culturas, Artes e Tecnologias
Foi publicada recentemente uma coletânea de textos reunidos no livro Educação, Culturas, Artes e Tecnologias, do qual participo com um ensaio. Os ensaios que compõem o livro versam sobre temáticas interdisciplinares que acomodam olhares de diferentes pesquisadores sobre o tema da formação e suas interfaces com a arte e a tecnologia.
Referência:
BAPTISTA, Ana Maria H; HUMMES, Júlia Maria; DAL BELLO, Márcia Pessoa. Educação, Culturas, Artes e Tecnologias. São Paulo: BT Acadêmica/Montenegro: Fundarte, 2019.
Capítulo publicado:
DA ROLT, Clóvis. Herdeiros de nós mesmos: educação e formação frente aos labirintos da tecnologia.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2019
Entrevista
Foi publicada na Revista Dialogia (Universidade Nove de Julho - São Paulo), uma entrevista em que comento algumas questões relativas à leitura e à literatura.
A entrevista na íntegra pode ser conferida no link a seguir:
segunda-feira, 10 de dezembro de 2018
Lançamento
Mal de Amor, o mais recente livro de poemas de Marco Lucchesi (Presidente da Academia Brasileira de Letras), foi lançado em São Paulo no dia 14/11/18. Tive o prazer de escrever a orelha do livro.
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Emil Cioran diz que “todo
comentário de uma obra é insuficiente ou inútil, pois tudo que não é direto é
nulo.” O erro, segundo ele, é ver tudo a partir do exterior, criar sistemas
para o inexprimível, fazer o inventário das visões alheias. Apesar disso, um
inimigo dentro de mim estimula a autossabotagem. Encorajo-me no comentário. E o
faço com a ciência de que a poesia, como qualquer obra artística, não possui sinônimos,
nada que lhe equivalha ou sirva de suplemento. Uma obra verdadeiramente
artística jamais admite um intérprete que a transforme em outra coisa. Se for
sincera e necessária, repelirá todas as justificações por julgá-las tão
incômodas quanto ler com os óculos inadequados.
Em Mal de Amor, Marco Lucchesi incursiona pelo território de Eros, um
dos andaimes a partir do quais a condição humana pode ser entendida e
significada. Trata-se de um conjunto de poemas breves – meditações de um chacal
que grita entre as ruínas –, cuja unidade é dada por uma pulsação erótica, uma
vibração arterial que deixa todos os sentidos eretos. Poemas apresentados com
velaturas e demãos de sutileza que precisam ser removidas como o lençol –
sanguíneo – que envolve o corpo desejado: corpo que Cesare Pavese diz que se
denuda não apenas para o outro, mas para si próprio.
A atmosfera poética concebida
por Lucchesi é úmida, irrigada. Cenário no qual movimentam-se “águas esquivas
na superfície da pele”. As menções ao mar, à praia, à chuva, à correnteza, à
maresia, às ondas e ao amante náufrago situam o erotismo no campo de uma
significação orgânica e permeável à natureza. O amor vaza, espalha-se, toma
qualquer forma. Os amantes são como criaturas que já se conheciam desde a
aurora do mundo, quando ainda serpenteavam feito enguias furtivas no profundo e
aquoso abismo das origens.
A esta atmosfera líquida
unem-se referências ao tempo e suas confabulações. Tempo que incide sobre o
erotismo mediante uma gama imagética ativada por estrelas, a lua, a madrugada,
a tarde, as órbitas, a noite, o sol, as horas. Os amantes agora vivem no tempo:
fratura exposta. Sabem de suas vicissitudes e caprichos. Sabem que durar é
perseverar, pois de todos os sentimentos o amor é o que mais intimamente
conhece os perigos da inanição.
O amor é uma constante na
poesia. Mais do que isso: é um constructo da história, da cultura, da vida. Isso
explica por que, ao longo do tempo e mediante diversas entonações, uma multidão
de espíritos inquietos nele submergiu: Platão, Ovídio, Soren Kierkegaard, Georg
Simmel, Florbela Espanca, Erich Fromm. Não cessamos nunca de pensá-lo,
cantá-lo, reverenciá-lo. Talvez porque o amor seja a forma pela qual, como diz
Ortega y Gasset, realizamos uma tentativa de transmigração que nos leva para
além de nós mesmos. Mario Quintana foi certeiro quando disse que amar é mudar a
alma de casa. O amante é um foragido, desertor em agonia, criatura flutuante
que almeja lançar sua âncora em águas alheias.
Mal de
Amor
é o canto renovado de um tema inesgotável. Nos poemas aqui reunidos, o
poeta-argonauta nos convida a uma travessia permeada por oscilações, perigos e
desafios. Porque sabe que os mares do amor são povoados por Adamastores. Porque
admite que tudo no amor é tenso, limítrofe, fugaz como uma floração: “Foge da
noite a tarde ensolarada. E se desmancha / num clamor intranscendente. O ocaso
é uma / nódoa vermelha, no lençol de nossa diáspora.” Eis aqui a melancolia de
um adeus, o levante dos corpos outrora friccionados mas que já não se
reconhecem. Dentro de si o amor guarda a ameaça de um contragolpe.
Para quem aceitar a travessia proposta,
o poeta oferece uma carta. Suas exigências não são poucas: portar “um destemido
canto de beleza”; ouvir o “sussurro das sombras”; levar consigo “um enxame de
palavras no coração”; estar ciente de que “a correnteza não perdoa indecisões”.
Por tudo isso, Mal de Amor é um teste
de resistência e perseverança. É a declaração, com notas trágicas, de quem
interpela o mais fundamental dos sentimentos sem desconsiderar o ardil de seus
alçapões ocultos. Mas é também um clamor de superação. Exercício de ruptura.
Ímpeto de violação. Pois o amor é a única medida possível para determinar com
que grau de intensidade a vida de cada um de nós se ergue para além dos limites
e das contingências. A vida na qual o amor se realizou é, sem dúvida, uma vida
justificada.
Clóvis Da Rolt
Jaguarão-RS, 13/09/18
segunda-feira, 1 de outubro de 2018
Publicação - Poéticas do Ensaio
Lançamento do livro Poéticas do Ensaio, na Academia Paulista de Letras - São Paulo-SP, em 27/09/2018. O livro Poéticas do Ensaio reúne textos de autores que refletem sobre o fenômeno poético em suas interfaces com outras produções da cultura.
Referência:
LUCCHESI, Marco; BAPTISTA, Ana Maria H. Poéticas do ensaio. São Paulo: Pasavento, 2018.
Capítulo publicado:
DA ROLT, Clóvis. O monge verde na procissão do bosque.
sexta-feira, 21 de setembro de 2018
Convite - Lançamento de coletânea
Referência:
LUCCHESI, Marco; BAPTISTA, Ana Maria H. (Orgs.) Poéticas do Ensaio. São Paulo: Pasavento, 2018.
Capítulo publicado:
DA ROLT, Clóvis. O monge verde na procissão do bosque.
Publicação - Educação & O belo e o sublime
Foi publicada recentemente a coletânea de ensaios Educação & O belo e o sublime, da qual participo com um ensaio sobre ensino de arte. Os textos reunidos na coletânea abordam temáticas relativas à beleza e suas metamorfoses frente às diversas linguagens da arte.
Referência:
BAPTISTA, Ana Maria H. et al. (Orgs.) Educação & O belo e o sublime. São Paulo: BT Acadêmica, 2017
Capítulo publicado:
DA ROLT, Clóvis. As evocações do inútil no ensino de arte.
terça-feira, 5 de junho de 2018
Entrevista ao projeto "Notícia da atual literatura brasileira"
Entrevista ao projeto "Notícia da atual literatura brasileira: entrevistas", concedida aos professores André Tessaro Pelinser (UFRN) e Letícia Malloy (UERN).
Clóvis Da Rolt, poeta gaúcho, tem se destacado no cenário da literatura brasileira contemporânea. Em entrevista concedida a membros do projeto de extensão “Notícia da atual literatura brasileira: entrevistas”, que consiste em mapeamento da literatura brasileira do início do século XXI a partir da perspectiva dos próprios escritores, o poeta discorre sobre seu processo de escrita criativa, avalia a recepção de sua obra e reflete tanto sobre aspectos relativos à literatura brasileira quanto sobre o quadro político e cultural dos últimos anos e as respostas éticas por ele demandadas.
Acesso no link:
quinta-feira, 21 de setembro de 2017
Divulgação - A orientação das serpentes
O livro A orientação das serpentes é destaque na Revista Filosofia nº 130 (Setembro/2017). A resenha é de autoria da Profa. Ana Haddad Baptista, da Universidade Nove de Julho.
quarta-feira, 25 de maio de 2016
A orientação das serpentes
O livro "A orientação das serpentes" foi publicado em 2016 pela Editora Modelo de Nuvem, de Porto Alegre. Composto por cinquenta e quatro poemas, o livro tem o seu ponto de enunciação na paisagem e na atmosfera estética e social do pampa gaúcho.
Fecho a casa,
procuro sintaxes,
antecipo a noite que não me contém.
Localizo ausências para sobreviver
ao panegírico diário das banalidades,
aos seus arames farpados
e múmias condecoradas.
Profissões de fé já não convencem.
Este é um tempo em que abutres
pairam sobre o mundo,
escandalosamente desejosos
de nossa carne desumana.
“Clóvis, de antemão, descarta a estética de certa tradição reducionista que insiste na ideia do pampa como cenário antropomorfizado de supostas conquistas guerreiras ou de batalhas heroicas.”
Marco de Menezes, poeta e editor da Editora Modelo de Nuvem
"O novo livro de Clóvis tem o clamor honesto de quem, tendo que abrir mão do seu mundo familiar – o vale –, mergulha no mar da terra e se conecta a uma nova ancestralidade – o pampa.”
João Claudio Arendt, poeta e professor da Universidade de Caxias do Sul (UCS)
"Há textos que podem, de fato, intensificar o que há de mais extraordinário em se tratando de literatura. A orientação das serpentes, Clóvis Da Rolt, editora Modelo de Nuvem, é uma obra que se revela como reserva poética (como diria Yorgos Seferis). Uma voz que soa, ressoa e salta em todas as direções pela solidão irreparável dos pampas gaúchos. Ao lermos os poemas sentimos, de saída, os ecos de um inconformismo frente a um mundo condenado. Dilacerado. Pleno de Narcisos e seus filhotes (sempre multiplicados)."
Ana Maria Haddad Baptista, professora e pesquisadora da Universidade Nove de Julho (UNINOVE).
16/09/2016 - Reunião do Grupo Neblina, em Bento Gonçalves, durante a 31ª Feira do Livro. O encontro aconteceu no auditório do SESC e marcou os 10 anos de publicação do livro Calendário - Antologia poética do Grupo Neblina. Na ocasião, os integrantes do Grupo falaram de suas trajetórias, do processo de formação do Grupo e dos seus projetos para novas publicações. O livro A orientação das serpentes também esteve na pauta.
16/09/2016 - Em Bento Gonçalves, encontro do Grupo Neblina.
16/09/2016 - Em Bento Gonçalves, encontro do Grupo Neblina.
16/09/2016 - Em Bento Gonçalves, encontro do Grupo Neblina.
26/04/2016 - Lançamento do livro A orientação das serpentes em Jaguarão-RS,
na Biblioteca Pública Municipal. Participação do Prof. Gustavo Rückert, da UFPel.
26/04/2016 - Com alunos do Grupo PET - Produção e Política Cultural da Unipampa.
29/04/2016 - Lançamento do livro A orientação das serpentes em Bento Gonçalves-RS, na Fundação Casa das Artes. Participação do Prof. Douglas Ceccagno, da Universide de Caxias do Sul.
29/04/2016 - Lançamento em Bento Gonçalves-RS
29/04/2016 - Lançamento em Bento Gonçalves-RS
29/04/2016 - Lançamento em Bento Gonçalves-RS
29/04/2016 - Lançamento em Bento Gonçalves-RS
29/04/2016 - Lançamento em Bento Gonçalves-RS
29/04/2016 - Lançamento em Bento Gonçalves-RS
29/04/2016 - Lançamento em Bento Gonçalves-RS
sexta-feira, 15 de abril de 2016
Universo
"Universo", publicação de 2014, é um trabalho experimental do ponto de vista formal. Agônico, instável e errante, feito um equilibrista na corda bamba, o livro propõe ao leitor uma nova maneira de encarar o verso, sua estrutura e sua dinâmica de leitura. São quarenta páginas em que um único verso, ao centro, se desdobra num ritmo de leitura que vai desfiando o olhar e as interpretações do leitor.
O livro funciona como um modo de expiação das questões internas do autor, especialmente no que se refere à sua mudança da serra para o pampa gaúcho, de Bento Gonçalves para Jaguarão. Na linha persistente que o verso desenha ao centro das páginas, no seu grito existencial, está anunciado o horizonte do pampa.
"Me delicio com a leitura deste belo texto. A produção gráfica da obra, que consegue a façanha de misturar simplicidade, elegância e criatividade, é do próprio artista. Como se não bastasse, dialoga perfeitamente com o poema da obra. Sim, o poema! No singular mesmo! Fui surpreendido por um livro de um único poema, composto igualmente por um único verso. Álvaro de Campos que me perdoe, mas este é o verdadeiro poema em linha reta. Percorre as 40 páginas um único verso, como se fosse uma espinha dorsal a moldar com suas palavras o branco das páginas em uma infinidade de sentidos. Do “signo entalhado (...) na insônia da linguagem” ao “guardião das coisas que não têm nome”, do “alfabeto do barro” à “cápsula do agora”, o universo inteiro cabe neste uni.verso de Clóvis. Há quem pense que o bom poema é aquele que, em sua leitura, tem determinados sentidos atribuídos pelo leitor. Mas há os que acreditam que o bom poema é aquele que dá sentido ao seu leitor. Eu fico com os últimos. Agradeço ao Clóvis por compartilhar um pouco desse seu universo, que nos inquieta e nos intriga ao passo que nos lê e nos significa. Deixo aqui meu convite para que todos mergulhem nas páginas a serem moldadas por essa coluna inquieta e errante."
Gustavo Henrique Rückert, poeta e professor da Universidade Federal do Pampa (Unipampa)
Calendário - Antologia poética do Grupo Neblina
O livro Calendário - Antologia poética do Grupo Neblina, publicado em 2006, marca o encontro dos poetas Clóvis Da Rolt, Douglas Ceccagno, João Claudio Arendt e Marli Tasca. O Grupo foi formado em 2004 com a perspectiva de propiciar uma interlocução entre os quatro poetas. Deste encontro surgiu uma coletânea com vinte poemas de cada autor. Tínhamos, naquele momento, uma necessidade muito grande de interlocução, de debater poesia, partilhar leituras e interesses literários. A neblina, que acabou batizando o grupo, faz referência à estética da serra gaúcha em época de inverno (e foram muitas as noites de frio em que nos reunimos) e à própria condição significativa da poesia: mover-se em meio à neblina é como ler um poema sem saber o que está por vir.
Não busques no poema
o que só pode ser oferecido pelas pedras
ou por algum santo estigmata
Nada confesses ao poema:
ele não tem ouvidos
não exercita a redenção
não pode ser atraído
pelos benefícios econômicos dos crematórios
Deixa o poema cumprir seu ofício:
tornar-se tronco aos líquens
terra a cobrir raízes velhas.
"Clóvis tem o dom aforístico, de sintetizar em uma imagem as contradições da rua. É telúrico na medula, cobrindo um estado de observação ingênua (e, portanto, violenta), de rompantes imaginários e pessoais. Está e não está no poema, como um observador discreto, desaparecido na paisagem. Fica entre os carros, porque não se ajusta à urgência das calçadas."
Fabrício Carpinejar, poeta
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